You Don’t Look Autistic (Você Não Parece Autista)

Ana Mei

It’s not about what you see, it’s how I feel and that’s enough.

By Ana Mei

When I’m not spending time with my cats, I like to draw – mostly in silence.

Art by Ana Mei

Ever since I was a child, I scribbled on the walls and got good grades in art education at school, but I was never good at social interactions.

Everything was always so loud and confusing, I never felt comfortable, even around small groups of people.

I learned to socialize by copying others and at each social challenge I wondered why people didn’t feel as exhausted as I did at the end of a fraternization, for example.

The diagnosis came when I was an adult and that’s when things started to make sense to me.

Ana Mei

Each article, each book, the more I read, the more I identified myself.

“The invisible difference,” a comic book by Julie Dachez and Mademoiselle Caroline, changed my life.

I saw myself as the protagonist of the story, and like her, I discovered that it’s okay to be who I am and act like I do.

I was finally part of a group.

That’s when I decided to become a real comic book artist.

I want to tell stories like Julie’s, I want to tell stories like mine.

Ana Mei

However, many stereotypes surround autism spectrum disorder.

The following phrases are quite common in my daily life.

“You don’t look autistic.”
“Autism? Are you sure it’s not just shyness? ”
“It’s not a big deal, it’s just a change of plans. Don’t overreact”.

Autism is a neurological disorder, not a physical one.

Doctors do not diagnose based on a person’s appearance.

Physical behavior can contribute to the diagnosis, but it is not only capable of characterizing the disorder.

So it’s not about what you see, it’s how I feel and that’s enough.

Portuguese Translation

Você não parece autista – Ana Mei

Quando não estou passando tempo com meus gatos, gosto de desenhar – principalmente em silêncio.

Desde criança rabiscava nas paredes e tirava notas muito boas em educação artística na escola, mas nunca fui boa com interações sociais.

Tudo sempre foi muito alto e confuso, nunca me senti confortável perto de pequenos grupos de pessoas.

Aprendi a socializar copiando os outros, a cada desafio social eu me perguntava porque as pessoas não se sentiam tão exaustas quanto eu no fim de uma confraternização, por exemplo.

O diagnóstico veio depois de adulta, foi quando as coisas começaram a fazer sentido pra mim.

Cada artigo, cada livro, quanto mais eu lia, mais me identificava.

“A diferença invisível” HQ da Julie Dachez e Mademoiselle Caroline, mudou a minha vida.

Eu me enxerguei na protagonista da história, e assim como ela, descobri que não havia problema em ser quem eu era, nem de agir como eu agia.

Eu finalmente fazia parte de um grupo.

Foi quando decidi me tornar uma quadrinista de verdade.
Quero contar histórias como a da Julie, quero contar histórias como a minha.

No entanto, muitos estereótipos cercam o transtorno do espectro autista.

As frases seguintes são bastante comuns no meu cotidiano.

“Nossa, você não parece autista.”

“Autismo? Tem certeza que não é só timidez?”
“Que frescura, é só uma mudança nos planos.”

O autismo é um transtorno neurológico, não físico.

Os médicos não diagnosticam com base na aparência de uma pessoa.

O comportamento físico pode contribuir para o diagnóstico, mas não é unicamente capaz de caracterizar o distúrbio.

Não é sobre o que você vê, é como eu me sinto e isso basta.

Ana Mei

Ana Mei lives in São Paulo, Brazil, with her three cats. Autistic and enthusiastic about neuroscience, she studies non-verbal methods of telling stories around.
http://www.instagram.com/_anamei

Ana Mei mora na cidade de São Paulo com seus 3 gatos. Possui formação em Artes visuais, design e ilustração. Autista e entusiasta da neurociência, estuda métodos não verbais de contar histórias por aí.

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